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"Fui interrogada pelo promotor, que alegou querer me conhecer antes do julgamento. Fez grandes elogios às mulheres francesas e me disse que, se o Exército francês contasse com mulheres em vez de homens, os alemães jamais teriam entrado em Paris. Minhas lembranças são tão claras que posso descrevê-las seguindo uma ordem rigorosa. Praticamente cada uma dessas páginas está ilustrada com uma imagem bárbara. Muitas mulheres, milhares e milhares de mulheres, viram as imagens que vou descrever." Agnès Humbert - Prisão de La Santé, outubro de 1941
"As mulheres sempre perdem a guerra. Não a querem, mas a perdem. O livro de Agnés Humbert, entretanto, consegue não ser um livro de perdas. Eu diria até que é um livro de conquistas. Quando se é obrigada a passar seis semanas sem trocar a roupa íntima, proibida de lavá-la e praticamente sem lavar-se, quando os piolhos infestam a cabeça e a fome devora o estômago, manter a dignidade é uma conquista diária. Quando o trabalho é forçado e massacrante, quando não há proteção, não há trégua, manter vivos fraternidade e altruísmo é uma conquista." Trecho do prefácio de Marina Colasanti
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